sábado, agosto 31

É sempre bom fazer uma lista, essa aí é a dos cds usados que eu já comprei em sebos ou na Internet. Até que não posso reclamar da sorte, arrumei muito disco bom nesse tempo todo.

Beach Boys - Pet sounds
Belle & Sebastian - I'm waking up to us
Beatles - Help
Clash - From here to eternity
Coldplay - Parachutes
Cowboy Junkies - The caution horses
Cowboy Junkies - Lay it down
Donovan - The very best of
Echo & the Bunnymen - Echo & the Bunnymen
Elastica - Elastica
Electrafixion - Burned
Eugenius - Mary Queen of Scots
Gorky's Zygotic Mynci - How I long to feel that summer in my heart
Iggy Pop - Nude & rude
Inspiral Carpets - Devil hopping
Jesus & Mary Chain - Darklands
Morrissey - We hate it when our friends become successful
Morrissey - Suedehead, the best of
Pavement - Crooked rain, crooked rain
Pixies - Come on pilgrim
Placebo - Placebo
Placebo - Without you I'm nothing
Ramones - Road to ruin
Ramones - Pleasant dreams
R.E.M. - Out of time
R.E.M. - Monster
Stone Roses - Stone Roses
Stone Roses - Second coming
Sundays - Blind
Superdrag - Regretfully yours
Superdrag - Head trip in every key
Wedding Present - Peel sessions
Weezer - Weezer
Outro dia cruzei com o Mickey e a Minie na rua, provavelmente erraram o caminho para a Disneylândia. O famoso camundongo estava trajando casaca preta e calça vermelha, enquanto sua eterna namorada exibia um vestido florido. Tentavam atrair a atenção dos passantes para a promoção realizada por uma loja de móveis, estratégia que me pareceu meio esquisita. Tudo bem se fosse uma loja de brinquedos ou confeitos, mas personagens infantis anunciando mobília?! A não ser que os proprietários esperassem que a petizada torrasse a mesada na compra de uma cômoda em estilo colonial. Três horas depois passei novamente no local, um calor desgraçado e os coitados ainda estavam lá. Espero que o tio Walt pague adicional por insalubridade.
Filmes bacanas programados para o mês de setembro nos canais Telecine. Em 'A embriaguez do sucesso', Burt Lancaster é um arrogante colunista social com o poder de destruir carreiras. Também vale ver 'Capitão de Castela', capa e espada dirigido pelo Henry King e estrelado pelo Tyrone Power; no papel da mocinha a sempre carrancuda Jean Peters. 'Chinatown', homenagem do Polanski ao 'film noir'. Ainda tem um ciclo de filmes com o Henry Fonda, sendo três dirigidos pelo John Ford. Vou aproveitar pra conferir as estréias de 'Amnésia' e 'Billy Elliot', filmes que eu tive preguiça de ver no cinema.
Será que existe mais alguém no mundo que goste de Inspiral Carpets, ou eu estou sozinho? Acho que nunca os vi sendo citados em outro blog. De toda aquela cena de Manchester provavelmente é a banda que tem menos cartaz, sendo mais lembrada por ter tido como roadie o Noel Gallagher do Oasis. Merecia sorte melhor. Outro dia tava escutando 'Just Wednesday' no walkman, boa música e com um belo refrão.

Maybe it was my fault all along
'Cause I'm constantly talking in pictures and song
For anyone else this would be
The best days of his lifetime, but not for me
It's just Wednesday
Or some other day
Forgive my way

No meio da semana fiz uma visita de cortesia aos sebos de cds. As tratativas anteriores foram verdadeiros tiros n'água, mas dessa vez até que encontrei coisa boa nas prateleiras. Saí carregando o primeiro do Elastica, uma coletânea do Morrissey (só pelos b-sides, já tinha o resto das músicas) e o primeiro do Coldplay. Enrolei um tempão pra comprar o 'Parachutes', não tava a fim de empenhar muito dinheiro nele. Finalmente encontrei por um preço razoável, 15 reais. Tá certo que 'Yellow' e 'Trouble' são os hits, mas eu sempre gostei mais de 'Don't panic'. Imagino que a minha opinião seja igual a de quase todo mundo, bandas como Coldplay e Travis são legais mas não sei se merecem essa fama toda. Soam como se o Radiohead ainda estivesse por aí compondo músicas no estilo de 'Fake plastic trees' e 'High and dry'.
O blog imita a vida, vai se arrastando como um dinossauro ferido (já li isso em algum lugar). Acho que foi por volta de abril que surgiu tanto desânimo, motivado por algum acontecimento que não consigo identificar. Mesmo assim vou insistir mais um pouco.

domingo, agosto 25

Não estou com paciência para introduções explicativas, melhor ir direto ao tema do post. Se eu tivesse que listar as atrizes que mais gosto de ver em filmes a Thelma Ritter entraria fácil fácil. Integrante daquela velha escola de atores característicos, acabou se especializando em papéis de serviçal. Apesar do status de coadjuvante, destacava-se graças ao estilo extremamente irônico que imprimia em cena. Seus personagens sempre têm uma tirada mordaz na ponta da língua. Estreou no cinema fazendo uma ponta em 'De ilusão também se vive' como uma mãe insatisfeita com o Papai Noel da Macy's. Camareira de Bette Davis em 'A malvada', foi a única a desconfiar das verdadeiras intenções de Eve. Em 'O quarto mandamento' é confundida com uma empregada pela nora e decide levar o equívoco adiante. Em 'The model and the marriage broker' (esqueci o título nacional), é a solitária proprietária de uma agência matrimonial. Enfermeira, cuidou do engessado James Stewart e espiou o vizinho suspeito em 'Janela indiscreta'. Em 'Confidências à meia noite' interpretou a empregada de Doris Day com um fraco pela bebida. Em 'Boeing Boeing' foi a criada levada à loucura pela poligamia do patrão Tony Curtis.
Algumas frases marcantes de seus personagens:
"Intelligence. Nothing has caused the human race so much trouble as intelligence."
"The New York State sentence for a Peeping Tom is six months in the workhouse. And they got no windows in the workhouse."
"If there's anything worse than a woman living alone, it's a woman saying she likes it."

Um dia ainda vou descobrir as insondáveis razões que me levam a manter um blog; somado à duração do anterior, já é quase um ano despejando baboseira pra cima dos mais incautos. Se eu afirmasse que é por gostar ou ter talento para escrever estaria mentindo, nunca tive esse pendor. Na escola enforcava a aula de redação na maior desfaçatez. O tema tanto podia ser "Minhas férias" como algo mais sofisticado, era insuportável ter que abandonar o casco e, num pedaço de papel, externar meus pensamentos a uma estranha (no caso, a professora). Muita água correu debaixo da ponte e só passei a escrever regularmente após me meter a ser blogueiro (que termo idiota, mas como não achei coisa melhor), o que é uma boa desculpa para tanta inabilidade no manejo das palavras. Não descobri nenhuma vocação tardia, claro está.
Quem sabe a existência do blog se justifique por eu estar, inconscientemente, buscando a fama entre meus pares. Se for isso, então estou fazendo tudo errado: não entupi isto aqui com links para blogs populares; não abri minha vida particular à visitação pública; não troquei a frieza costumeira por um tom mais amigável; sabotei o diário original e o substituí por um bem menos visitado. Nada que possa angariar simpatia, mas coerente com as minhas idiossincrasias.
É, ambas as teorias podem ser descartadas. Vou pensar numa razão plausível, depois eu conto.

PS: Pensei um pouco no motivo. Acho que uso este espaço como válvula de escape para as minhas neuroses, só pode ser isso.

quarta-feira, agosto 21

É tudo uma questão de estar no lugar errado na hora errada. Como a sorte vem me faltando, acabo por testemunhar cenas idiotas em número maior do que o recomendável. Finzinho de tarde, sol se escondendo. Entediado, arrisquei uma ida até a varanda, só pra espiar o movimento lá fora. Meu interesse é capturado pela hesitação de quatro pessoas na hora de atravessar a rua. Gente esquisita, parece estar no mundo da lua. Eis que o líder da manada, identificado por ser o mais velho e gordo, refuga repentinamente e põe-se a contemplar os restos de um despacho na sarjeta (o day after da segunda-feira é terrível). Logo ganha a companhia do restante do grupo que forma um círculo ao redor da oferenda, transformada em objeto de acalorado debate. Um bando de gringos, tá explicado. Finalmente se cansam da novidade e retomam seu caminho, mesmo assim o deslumbrado guia da expedição a este lugarejo exótico ainda encontra ânimo para apontar outro trabalho na esquina oposta. Nunca a expressão 'macumba para turista' fez tanto sentido.

segunda-feira, agosto 19

Que tremenda má vontade...

Singela explicação para a recente escassez de posts: sinto-me mais confortável escrevendo quando já é noite alta, só que nos últimos dias passei a dormir num horário mais, digamos, ortodoxo. Como hoje calhou d'eu estar insone, bora digitar umas besteiras.

Que clima mais esquisito anda fazendo. O inverno está com cara de verão e folhas de árvores forram a rua. Sou do tempo em que elas só caíam durante o outono, seguindo rigorosamente as instruções da folhinha.

Tava demorando. A Globo começou a utilizar seus telejornais para propagandear o rodeio, essa idiotice importada dos EUA, como o melhor entretenimento existente na face da Terra. Nada de novo, apenas mais uma forma de impor os usos e costumes do interior paulista ao resto do país.

E o comentarista do Sportv após a semifinal entre Itália e Rússia na Liga Mundial de Vôlei? Só faltou soltar foguetes para celebrar a vitória dos russos, que, segundo sua estapafúrdia teoria, já estavam satisfeitos com a chegada à final e não iriam ameaçar o título do Brasil. Esses patetas metidos a pitonisa é que me matam.

Sou bom pra rogar praga e não sabia. Para minha imensa felicidade o maligno boteco dos pagodeiros fechou as portas. O mesmo ocorreu com a loja que vendia equipamentos de som pra carro e os testava tocando funk no último volume. Foi substituída por uma de produtos naturais. Ou seja, isso aqui tá quase virando um lugar zen. Pude até ouvir na sequência os últimos três discos do Gorky's Zygotic Mynci sem ser incomodado por ruídos externos. Agora o meu medo é que voltem a circular o carro da pamonha, o carro do camarão e, graças ao verão antecipado, o pior de todos, o carro do sorvete no copão. Tenho arrepios só de pensar em escutar novamente aquela ladainha infernal: Atenção freguesa, o carro do sorvete está na sua rua. Deliciosos sabores: coco, baunilha, morango e chocolate com leite maltado. Sorvete no copão, custa só um real. O patrão ficou maluco, mandou vender tudo barato hoje, freguesa.

terça-feira, agosto 13

Acordado em plena madrugada, mais parecendo um zumbi. Blogger aberto e, como sempre, nada de relevante para escrever. Na falta de assunto melhor... há pouco tava vendo alguns sites sobre o J.D. Salinger quando me deparei com a informação de que ele tem um filho, chamado Matt, que é ator. Na mesma hora pensei, "Será que é aquele Matt Salinger que estrelou 'Capitão América', adaptação muito tosca do herói dos quadrinhos?". Suspeita confirmada após pesquisa no IMDB. E vejam só, 'A vingança dos nerds' é o outro título mais conhecido de sua curta filmografia. Parece que ser filho de um mito não foi de muita valia para sua carreira, pelo contrário.

Dei uma chegada na varanda agora mesmo e fui expulso pela ventania, deve estar pintando uma frente fria por aí. Panorama desolador, não tem uma alma na rua. Deixadas por macumbeiros e reviradas por mendigos, algumas tigelas de farofa repousam no asfalto da esquina ao lado de velas e pétalas de rosa. Também se encontra lá uma baita ratazana à procura de alimento. Ao ouvir o ruído de um carro se aproximando, atravessa a rua em disparada carregando um naco de comida entre os dentes. Não sei o porquê, mas achei essa cena engraçada.
Bom, chega de comentários insólitos por hoje. Melhor ir dormir.

domingo, agosto 11

Acho que tenho motivos para começar a ficar preocupado, já são dois sábados consecutivos a exibir o mesmo roteiro. Mal a noite cai, num pé sujo aqui perto aparece uma cambada de pagodeiros desgraçados. Não fui conferir de perto mas o esquema deles deve ser aquele tradicional: interpretam algumas jóias do nosso cancioneiro popular e depois passam o chapéu entre a distinta audiência. Impossível descrever a raiva que sinto ao ser obrigado a aumentar o volume da televisão, encoberta pelos "Lááá lá laiá laiá laiá Lááá lá laiá laiá..." provenientes do boteco. Neguinho não tá nem aí, manda brasa no pandeiro, no cavaquinho e nessas outras porras que eles tocam e eu não sei o nome. Oh, fuck! Aliás, por que cariocas em geral são tão receptivos a essa espécie de péla-saco? Só pode ser pra fazer jus à fama de povo festeiro. Mas aposto que se eu tentasse ensaiar com uma banda de rock no meio da rua logo ia aparecer alguém protestando. Claro que essa dúvida jamais será dirimida, afinal eu não sei nem batucar uma caixinha de fósforo, quanto mais tocar guitarra. Só digo uma coisa, com essa tortura virando hábito vou passar a considerar mais seriamente a hipótese do suicídio.

Na minha última aquisição, 'Blind', do The Sundays - o som é estilo Cocteau Twins e Mazzy Star, delicada voz feminina em meio a guitarras etéreas; legal, embora não seja pra toda hora - tem uma música cujo verso combina bem com meu atual estado de espírito: Oh well/ Give me an easy life/ And a peaceful death.

sexta-feira, agosto 9

Ok, as 10 melhores músicas do Teenage Fanclub em versão atualizada. Por ordem de preferência:

1. The Concept
2. Everything Flows (acoustic)
3. Alcoholiday
4. Your Love Is The Place Where I Come From
5. Neil Jung
6. Mellow Doubt
7. Sidewinder
8. Broken
9. My Uptight Life
10. Star Sign
Nota publicada no Globo:
Luciana Gimenez estrelará mais uma etapa da campanha de títulos de capitalização da Caixa. A moça foi escolhida a garota-propaganda da loteria depois de uma pesquisa que revelou que ela é considerada uma das mulheres mais sortudas do país.

É, faz sentido... mas não sei se "sortuda" é o adjetivo mais correto.
Como o tempo passa rápido, outro dia mesmo este blog completou um mês de inútil existência e eu nem percebi. Numa comparação com meu paradeiro anterior arriscaria dizer que enveredei por um caminho diferente, o que não chega a ser exatamente uma virtude. Enquanto no blog antigo eu oscilava entre o sarcasmo e o miserabilismo, aqui ando patinando em posts sentimentalóides. Péssimo, péssimo...

quarta-feira, agosto 7

Finalmente me senti apto a criar uma lista com as vinte melhores músicas (só dez não tem condição) dos Beatles. Ainda que na minha coleção faltem o ‘Beatles For Sale’ e o ‘Let It Be’, acredito não ter perdido nada de fundamental. Sem ordem de preferência porque aí já seria pedir demais. Mesmo assim dá pra notar que eu tenho o ‘Revolver’ em alta cotação.

1. Help!
2. You’ve Got To Hide Your Love Away
3. Ticket To Ride
4. Norwegian Wood
5. In My Life
6. Taxman
7. Eleanor Rigby
8. I’m Only Sleeping
9. Here, There And Everywhere
10. For No One
11. Got To Get You Into My Life
12. She’s Leaving Home
13. Strawberry Fields Forever
14. While My Guitar Gently Weeps
15. Blackbird
16. Sexy Sadie
17. Get Back
18. Come Together
19. Oh! Darling
20. The End

segunda-feira, agosto 5

Ufa! Até que enfim os canais de TV deram uma melhorada na programação. Hoje às 22:15 o Multishow exibe uma apresentação ao vivo dos Smiths datada de 1983. Também hoje, o Telecine Happy inicia seu ciclo dedicado aos filmes do Jerry Lewis. Nostalgia pura, bom pr'eu lembrar dos tempos em que matava aula pra poder assistir o Festival Jerry Lewis na Sessão da Tarde. E o melhor de tudo, fim do mês tem a estréia no Telecine Classic de Crepúsculo dos Deuses, obra-prima do Billy Wilder. Depois de tanto tempo aguentando a versão dublada nas madrugadas da Globo, finalmente irei ouvir algumas das célebres frases de Norma Desmond em som original:
"I am big. It's the pictures that got small."
"All right, Mr. DeMille. I'm ready for my close-up."

domingo, agosto 4



Já faz uns 4 meses que não assisto Casablanca, tô começando a sentir os efeitos da abstinência. É nisso que dá entregar a um simples (!) filme o poder de alterar seu estado de ânimo, você acaba se tornando escravo dele pro resto da vida. Qualquer maré baixa que surge, toca a buscar refúgio em Casablanca. By the way, tenho uma reprodução do poster aí de cima na parede do quarto. Tentei me distrair com outras coisas, estratégia fracassada. Na televisão não parece existir um programa que deixe de citar, parodiar ou exibir algum momento marcante do filme. Fui ler o Verissimo que comprei na Feira do Livro, mas não teve jeito. Sempre surge uma crônica em que ele trava diálogos imaginários com o Bogart. Assim não há tatu que resista, vou acabar assistindo a fita pela enésima vez. O pior é que nunca me canso do filme. A começar pela abertura, um mapa mundi sendo exibido enquanto o narrador nos situa historicamente:

With the coming of the Second World War, many eyes in imprisoned Europe turned hopefully, or desperately, toward the freedom of the Americas. Lisbon became the great embarkation point. But not everybody could get to Lisbon directly; and so, a tortuous, round-about refugee trail sprang up. Paris to Marseilles, across the Mediterranean to Oran, then by train, or auto, or foot, across the rim of Africa to Casablanca in French Morocco. Here, the fortunate ones through money, or influence, or luck, might obtain exit visas and scurry to Lisbon, and from Lisbon to the New World. But the others wait in Casablanca, and wait, and wait, and wait.

Daí em diante é só esperar ansioso pelas cenas favoritas. Como quando Ilsa faz um pedido ao velho Sam, após reencontrá-lo:
- Play it once, Sam, for old time's sake.
- I don't know what you mean, Miss Ilsa.
- Play it, Sam. Play 'As time goes by'.
- I can't remember it, Miss Ilsa. I'm a little rusty on it.
- I'll hum it for you. Sing it, Sam.
- You must remember this,
A kiss is just a kiss,
A sigh is just a sigh...

Ao ouvir a música, Rick irrompe furioso pelo salão e dispara:
- Sam, I thought I told you never to play...

Pulando para uma cena posterior: Rick, enquanto afoga as mágoas numa garrafa, desabafa com Sam:
- Of all the gin joints in all the towns in all the world, she walks into mine! What's that you're playing?
- Just a little something of my own.
- Well, stop it. You know what I want to hear.
- No, I don't.
- You played it for her and you can play it for me.


Outro momento memorável, Rick permite ao rapaz búlgaro ganhar na roleta o suficiente para conseguir fugir de Casablanca, evitando por tabela que sua jovem esposa se renda ao assédio do capitão Renault. Quando todos os funcionários do café se apressam a felicitá-lo pela bondade, ele os rechaça a fim de manter a pose de durão cínico. Também é impossível não se arrepiar na parte em que Victor Lazslo, indignado ao ver oficiais alemães entoando uma marcha patriótica, faz com que o restante dos presentes no café cante A Marselhesa em coro.
Tem mais uma batelada de cenas inesquecíveis, mas acho que este post já está ficando longo demais. Se deixarem eu me empolgo e reproduzo aqui todos os diálogos do filme. Ahhh, os diálogos de Casablanca... infelizmente ninguém nem se aproximou da magia daquelas palavras.

sexta-feira, agosto 2

Estou com uma dúvida que anda me tirando o sono, talvez alguém aí possa me socorrer. Digamos que ocorra uma hecatombe e o Garotinho ganhe a eleição pra presidente. Eu sei, Deus nos livre, mas é apenas uma suposição. Após cumprir as formalidades de praxe e instalar a família no Palácio da Alvorada, o abominável homem de Campos partiria serelepe para sua primeira missão oficial no exterior. Naturalmente o destino seria os EUA, a fim de tomar a benção do Bush e presenteá-lo com uma cesta contendo muito chuvisco e goiabada cascão. Mas como será que a imprensa americana trataria nosso estimado presidente? Mr. Garotinho ou Mr. Little Boy? E nossa distinta primeira-dama? Ms. Rosinha ou Ms. Little Rose? Pior, e se algum sacripanta resolver chamá-la pelo nome completo, como é que faz? Ms. Little Rose Little Boy? Tá certo isso? Que complicação, o melhor é torcer pro hómi não ser eleito.

quinta-feira, agosto 1

Com essa disparada do dólar fiquei bastante curioso a respeito dos preços que a Modern Sound andaria cobrando agora pelos cds importados. Passei lá (há tempos eu não cruzava a entrada) e confirmei uma antiga suspeita sobre a margem de lucro estratosférica utilizada por eles. Mesmo com o dólar valendo quase R$ 3,50 a tabela de preços continua igual a de quando ele estava cotado a R$ 2,30. Foram forçados a cortar a gordura ou então não vender nada. É por essas e outras que eu só frequento a loja de usados.

Dica para quem gosta dos Cowboy Junkies: tem um sujeito vendendo por R$18,00 o Lay It Down (importado) no Arremate. Discaço, vale muito a pena. E nesses tempos bicudos tá praticamente de graça.